Se existe um tempo esse, em que o mundo é só guerra, descontentamento lá vem eu com minhas escritas de falar de poesia, ela a poesia que eu sempre engulo trata do que sinto, trata do amor que tenho por ela, jamais pensei que fosse tão egoísta, e talvez hoje, ontem, percebi que de tão egoísta que sou que engulo a poesia, como se fosse alimento, eu tenho medo de derramá-la, pois derramá-la é fácil, simples, muitos hipócritas falam de poesia, levam a poesia, mas é ai que vem a minha ingenuidade, de acreditar que quem sempre derrama engole.
Eu engulo pra reproduzir no toque, no olhar, no cheiro, na saliva, na alma, a minha ignorância é tão grande que sempre achei melhor engoli-la, pois assim iria manter aquilo que mais respeito no peito, o amor, o sentir.
Livres as bocas santas que derramam, e não engolem, não perdoam, e ainda de vara curta cutuca o bicho, aquele que de tão sem derramar que é pra vida que grita, grita como se estivesse sendo acordado de um sonho. Grita por tirarem o sonho, tendo que todos os dias acreditar que é só fera e não, não pode dormir em paz...
A solidão do amor dói, mas o amor dói, e então se percebe que palavras são mais fáceis, ai resolvo eu com minha ignorância derramá-la, pois já não se tem onde derramá-la, já não se inclui na intimidade, e reproduzi-la é necessário, ela é só, vive sozinha e acompanha quem sente solidão.
A poesia é justa do justo, dois vazios, dois solitários dois amantes.
Ama-se com tremor no corpo, quente da alma, lindo tudo isso quando mesmo falando bonito assume-se humano, entre amor e guerra, derrama, derrame-me, minta então, que eu sou capaz de devorar o circulo da aliança que você sacrificou nos meus olhos, tira-me o sonho, me faz gritar, virar fera e lhe empurrar de dor, sangue, vermelho, desatino, insano ...
...costas já sei que não são ouvidos, acostumei a ser ouvida de costas, tolice, quero teus ouvidos, teus olhos teu corpo em brasa, só na verdade, seja ela qual for, sinta, tente engolir sem rir, da poesia que tenho em mim.
E seu doce derramado é só derramado, inteiro é o que sou, uma pobre que se alimenta da alma e não do material que faz brilhar os olhos da futilidade, sentidos não podem ser discutidos e se certo fosse ser certo os não fumantes seriam os mais felizes, São Patrício que me rege na sua benção, e desculpas lhe peço pela pretensão de verdade que lhe entreguei.
Aos pouco me levanto, laço e peço para que o circulo, a aliança venha por esta vida de uma forma engolida e que consiga derramar, como irei derramar sem medo de fazer mal ao outro, aliás eu já sei engolir e agora vou gritá-la, mas primeiro preciso de voz, engoliram minha voz e me afogaram na poesia de mim mesma.
Derramar ? Engolir ?
Eu vou é me beliscar e agradecer por ser HUMANA.
Engolir e Amar, se não for assim o que será de mim...

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Tão cheio de si, cheio de sentimentos e palavras, ou palavras e sentimentos... se perde em meio a tantos pensamentos q no final se unem formando um único circulo deixando de lado a aliança com outrem e fortalecendo a aliança com si mesmo... É Pri, St. Patrick te abençoou e te perdoou, quem não perdoa àquele que ama e sofre e se bebe pra se derramar?
ResponderExcluirMe bebo, me derramo, me prendo e me preservo... talvez seja um momento de se beber e deixar ali dentro, envelhecido e fortalecendo e exalando e nauseando de forma linda e pura aquele a quem abrirá e tomará.
Te amo, mala.
(rih)
Mandou muito bem!! ;)
ResponderExcluirAlma, percepção, sentimentos, coração, sensações, razão, emoção, pensamentos, ambivalência sentimental, confusões, pessoal, intelectual, cognição, recalques....
ResponderExcluirÉ muito para se lidar...
E na poesia ela tenta conter tudo isso que se agita e sai do lugar e desequilibra dentro de si...