quinta-feira, 7 de abril de 2011

Quando a poesia clama por ti...
Não fujas jamais de mim...
 

Engolir ou derramar ?

 Se existe um tempo esse, em que o mundo é só guerra, descontentamento lá vem eu com minhas escritas de falar de poesia, ela a poesia que eu sempre engulo trata do que sinto, trata do amor que tenho por ela, jamais pensei que fosse tão egoísta, e talvez hoje, ontem, percebi que de tão egoísta que sou que engulo a poesia, como se fosse alimento, eu tenho medo de derramá-la, pois derramá-la é fácil, simples, muitos hipócritas falam de poesia, levam a poesia, mas é ai que vem a minha ingenuidade, de acreditar que quem sempre derrama engole.
Eu engulo pra reproduzir no toque, no olhar, no cheiro, na saliva, na alma, a minha ignorância é tão grande que sempre achei melhor engoli-la, pois assim iria manter aquilo que mais respeito no peito, o amor, o sentir.
Livres as bocas santas que derramam, e não engolem, não perdoam, e ainda de vara curta cutuca o bicho, aquele que de tão sem derramar que é pra vida que grita, grita como se estivesse sendo acordado de um sonho. Grita por tirarem o sonho, tendo que todos os dias acreditar que é só fera e não, não pode dormir em paz...
A solidão do amor dói, mas o amor dói, e então se percebe que palavras são mais fáceis, ai resolvo eu com minha ignorância derramá-la, pois já não se tem onde derramá-la, já não se inclui na intimidade, e reproduzi-la é necessário, ela é só, vive sozinha e acompanha quem sente solidão.
A poesia é justa do justo, dois vazios, dois solitários dois amantes.
Ama-se com tremor no corpo, quente da alma, lindo tudo isso quando mesmo falando bonito assume-se humano, entre amor e guerra, derrama, derrame-me, minta então, que eu sou capaz de devorar o circulo da aliança que você sacrificou nos meus olhos, tira-me o sonho, me faz gritar, virar fera e lhe empurrar de dor, sangue, vermelho, desatino, insano ...
...costas já sei que não são ouvidos, acostumei a ser ouvida de costas, tolice, quero teus ouvidos, teus olhos teu corpo em brasa, só na verdade, seja ela qual for, sinta, tente engolir sem rir, da poesia que tenho em mim.
E seu doce derramado é só derramado, inteiro é o que sou, uma pobre que se alimenta da alma e não do material que faz brilhar os olhos da futilidade,  sentidos não podem ser discutidos e se certo fosse ser certo os não fumantes seriam os mais felizes, São Patrício que me rege  na sua benção, e desculpas lhe peço pela pretensão de verdade que lhe entreguei.
Aos pouco me levanto, laço e peço para que o circulo, a aliança venha por esta vida de uma forma engolida e que consiga derramar, como irei derramar sem medo de fazer mal ao outro, aliás eu já sei engolir e agora vou gritá-la, mas primeiro preciso de voz, engoliram minha voz e me afogaram na poesia  de mim mesma.

Derramar ? Engolir ?

Eu vou é me beliscar e agradecer por ser HUMANA.       
Engolir e Amar, se não for assim o que será de mim...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Formatura !

certo dia, numa mesa de bar...
ainda sóbria, quando nada estava claro, tudo estava indo meio que "cinza".....
Vamos viajar ? Sim !
Pra onde ? Irlanda !
Irlanda ? Sim.... blá, blá, blá...........................................................................
23 Junho 2010 !
Tudo resolvido, matrícula em Dublin feita, passagem comprada ....................... ixiiiii e agora zé !!!!!!!
Quando se resolve na vida cortar o cordão que liga de todas as coisas que não são suas, mas que depois de um tempo se pega pra si é tão dificil !
Dói, dói deixar a saudade, dói senti-la ............
Mas a coragem e vontade de ir, viver, fazer, acontecer é tão maior....
e nessa hora realmente ficamos cegos de razão para que não se fuja novamente ....
Eu quero tudo o que é meu, tudo aquilo que o mundo reserva em minha vida, quero lavar minha alma do novo, propósitos antes jamais imaginados......
Deixarei sobre a guarda de Deus minha família, amores......... amor !
Mas irei desvendar a força que jamais tive coragem de acessar dentro da minha alma, dentro até mesmo do pensamento.
Vou vir aqui e mostrar que o menos pode ser mais ........
Eu sinto um embaralhamento nos pensamentos, sinto dias bipolares de sensações de medo, alegria, amor, tédio, preguiça, saudades.......
Ah, se eu pudesse minimizar todos os amores e levar em minha agenda !
Ah, se eu pudesse carregar como uma pedra do amor a minha mamãe .....
Se eu pudesse, eu jamais saberia o que é crescer e decidir o futuro .......
Mas esse amor se torna cada vez mais eternizado cada vez que me lembro de cada canção de ninar....
de cada colo em silêncio .......
Eu vou compromissada com o que me ensinou e voltarei com as lições aprovadas para, então a senhora minha Mãe ir na minha formatura que se chama " VIDA ".............

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Tá Osso

E hoje tá osso...
Eu levanto a cabeça do travesseiro como se estivesse tomado um porre, relembro a noite anterior e vejo que é o porre que as vezes a vida nos traz, um porre que deixa zonzo que o labirinto se perde no meio de tanta mistura...
Tudo misturado, tudo abstrato, tudo com vontade de apenas continuar dormindo e sonhando, sonhando ....
Mas isso também já não funciona, porque tem horas em que é necessário se  "prazear" o que no meu linguajar as vezes tolo significa "se dar prazo" , Oh coisinha difícil de se fazer, ainda mais pra alguém como eu que deixa a vida vir e acontecer...
Ah, quer saber eu vou é voltar no meu melhor, vou ser legal, sorrir, tomar café no final da tarde, conversar com o cachorro, agradecer ao sol, lua, estrelas e vou relaxar pois o prazo já está dado. A vida é um prazo constante que ela passa e nem percebemos o quanto temos prazos, mas o maior problema é que são ocultos, pois são prazos da alma, prazos do coração, prazo de vida, da vida....
Então vamos deixar assim, enquanto eu finjo que não tenho prazo eu sei que aqui dentro desse coração quente  que bate fortemente existe tudo com data marcada, o tempo todo se organizando e reorganizando para que quando chegar essa tão esperada eternidade da felicidade eu consiga unir esse já meu amor eterno pela vida a essa danada felicidade que nada mais parece que um "yoyo".
Ai então, está marcada a viagem até Plutão !

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Riacho Doce

E foi naquele "Riacho Doce" que encontrei o calor febril, quando mergulhei naquelas águas quentes logo avistei um pescador com sua nobre poesia de uma nota só, onde sua pele pode encontrar as profundezas de um oceano de alma, a pele colorida entre dois tons e duas mensagens que transcenderam toda uma uma vida de intimidade que dói ... alma que chama, fogueira que fica, e durante toda noite fazendo sua serenata com seu velho violão que canta, toca, uma nota só.... tira sua galega dos sonhos e por alguns instantes no meio da noite ela vai para o fundo do oceano com seu pescador e encontra dentro dessa beleza o mais intimo da alma, do oceano, do riacho de emoções....
Para o tom do amor é preciso de apenas uma nota para que esses corpos se encontrem e sintam toda uma melodia que corre pelo corpo, onde esse único tom tranforma-se em transcender almas no mais profundo mar de emoções...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Menina dos Olhos !

E pode ser tão clandestino como um desatino de emoções, tudo ficando, tudo explodindo, tudo acalmando e quando já olhamos a lua se divide em dois, duas... divide todo aquele olhar doce que sua menina dos olhos parecem devorar tudo aquilo que há em mim.
É  pode ser clã-destino, vamos tirar o clã e colocar o meudestino (tudo junto), porque eu posso colocar as cores e palavras que quiser dentro de um contexto, um fato, um caso que eu vivo, um romance, um amor, um tudo que vivo, pois a lente dos meus olhos podem dizer que tudo é tão colorido...
Ah ! eu sei descrever como é a menina dos teus olhos, consigo enxergar também a pureza que traz dentro da alma, ainda consigo olhar o seu sangue atormentado de desejo correndo que nem brincadeira de esconde-esconde, pra lá e pra cá....
E consigo ver a mulher que diante da luz da lua pede pra ela descansar, apagar para dormir bem quietinha no peito de luz .....
E naquele respirar doce você me acorda com um copão daqueles de requeijão, com seu jeito simples e doce cheio de café preto que você insistiu em pedir pro vizinho ...
É tudo como um pulsar... coração que pulsa, pupila que pulsa, corpo que pulsa é vida que nos trouxe o pulsar ....

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ói os crarão !

De repente naquela chuva, nós duas discutindo sobre o tal tema mundial aquecimento global, as tragédias e fúrias da natureza que estão acontecendo com o planeta... ficamos pasmas com a quantidade de raios e clarões, aquele som que continuava, e não queria cessar... quase pulamos uma no colo da outra, achamos que seria talvez um tornado que estivesse se aproximando da cidade provinciana... e de repente quando pelo buraco da janela espiamos com muito medo, como se pudéssemos ser agarradas por algo sobrenatural naquele dia tão cinza e chuvoso....


E depois de tantas hipóteses do que poderia ser..... percebemos que era apenas a chuva que batia num toldo que havia no fundo do quintal e que era ele o causador daquele som de horror....

E pode-se dizer que nas muitas vezes em que fazemos previsões de fim do mundo é porque nos falta coragem de olhar frente a frente para a realidade, e nessa falta de coragem é que o pingo d água se torna um cataclismo real...

Mamãe e eu gritamos então: PUTA MERDA DE TOLDO !!!